PASSOS/MG – Uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (26), pela Câmara Municipal de Passos, rejeitou a proposta de federalização da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). O projeto, que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), recebeu críticas unânimes de vereadores e representantes da comunidade acadêmica da unidade de Passos.
O debate ocorreu no plenário da Câmara e contou com grande participação do público. Todos os vereadores assinaram uma moção de apoio à universidade. A deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL), presente na audiência, classificou o projeto como mais um ataque contra a UEMG. O prefeito Diego Oliveira também participou e manifestou apoio à instituição estadual.
O vereador André Albino, presidente da Comissão de Educação, abriu os trabalhos com forte defesa da universidade pública. Michael Silveira, ex-professor da unidade, reforçou a importância da instituição para Passos e classificou a UEMG como patrimônio do povo mineiro. O presidente da Câmara, Plínio Andrade, apontou o projeto como preocupante e defendeu a valorização da universidade. Isabel Ribeiro recordou a luta da população para a estadualização da antiga FESP, afirmando que a comunidade não aceitará a federalização como forma de pagamento de dívida do Estado com a União.
O vereador Alex Bueno criticou a proposta com veemência, dizendo que a UEMG “não é produto para ser vendida em prateleira”. Já o vereador Wender Garcia reafirmou o dever de todos em garantir que a universidade continue pública.
Durante sua fala, a deputada Bella Gonçalves afirmou que, segundo informações obtidas com o Ministério da Educação, não houve nenhuma conversa oficial entre o Governo de Minas e o MEC sobre a federalização da UEMG. A parlamentar elogiou a mobilização da Câmara de Passos e incentivou a presença da comunidade acadêmica na audiência pública que ocorrerá na ALMG no dia 1º de julho.
O diretor da unidade de Passos, Hipólito Paulino, apresentou um painel técnico sobre as consequências do projeto, caso aprovado. O vice-diretor, Vinicius Ávila, destacou os impactos sociais, econômicos e acadêmicos da universidade, que mantém mais de 500 trabalhadores em Passos, entre professores, servidores, contratados e terceirizados.

