SÃO JOÃO BATISTA DO GLÓRIA – Um incêndio de grandes proporções cercou a casa de Glauce Gomes Galvino e sua família na zona rural de São João Batista do Glória, no último domingo (15). O fogo, que começou na região de Palmeiras e avançou rapidamente, chegou a menos de um metro da residência, colocando em risco a pousada Caminho da Roça, que faz parte da herança familiar.
“O fogo veio dos quatro cantos. Todas as pessoas ali próximas alegam a mesma coisa. Foi uma área muito grande e, pelo que a gente passou, acredito que tenha sido incêndio criminoso", explicou Glauce. "É muito triste ver a casa onde cresci, que faz parte da herança do meu bisavô, quase pegar fogo", disse emocionada.
O desespero aumentou quando as chamas começaram a cercar a propriedade. A família acionou a polícia e os bombeiros, mas as equipes já estavam em outras chamadas e não podiam ajudar. Foi um pedido de ajuda pelo rádio de um voluntário que passava pela estrada que mobilizou rapidamente vizinhos e moradores da região.
Graças à ajuda de moradores e voluntários, o fogo, que chegou a menos de um metro da casa, foi controlado. Glauce relatou que, ao perceber a aproximação das chamas, a família precisou retirar os veículos do local e priorizar a proteção da casa. "Colocamos os carros numa área arada e eu fiquei responsável por olhar os carros. Conforme o fogo se movimentava, eu movimentava os carros", disse.
A união dos voluntários foi essencial para evitar que a situação se agravasse ainda mais. "Todo mundo deu prioridade para salvar a casa, porque o fogo estava muito alto, com mais de 7 metros", contou Glauce. "Ali na nossa região, priorizamos as casas, porque era um fogo muito alto. O pasto foi todo consumido, mas conseguimos preservar a casa", acrescentou.
Apesar do alívio de terem preservado a casa e a pousada, a família lamenta as consequências devastadoras do incêndio para a fauna local. "Vimos lobos e ratos tentando fugir do fogo. Até uma passarinha, desesperada perto do ninho, me olhava enquanto eu tentava ajudar com um baldinho d'água. É muito triste", concluiu Glauce.
"Todos estamos vivos, mas cansados e tristes. É uma situação muito dolorosa para quem vive ali há tantos anos", concluiu Glauce que afirmou esperar por uma investigação para identificar as causas do fogo, que se alastrou de forma tão rápida e em diferentes direções.

