PASSOS/MG – Foi localizado no final da tarde desta quinta-feira (24) o cão comunitário “Negão”, também conhecido por moradores como “Batman”. O animal estava desaparecido desde a última sexta-feira (18), quando foi visto sendo atraído para dentro de uma garagem no bairro Novo Mundo. Câmeras de segurança registraram o momento em que um carro e uma moto deixaram o local logo em seguida, com o portão sendo fechado automaticamente. Desde então, o cão não havia mais retornado às ruas onde vivia sob os cuidados de protetores locais.
A comoção causada pelo sumiço tomou as redes sociais, mobilizou manifestações e gerou protestos na cidade. Protetores da causa animal percorreram diversas áreas rurais da região, especialmente após a única pista indicar que o cão teria sido deixado na região da Mumbuca. No entanto, nenhuma confirmação havia sido obtida até o final da tarde desta quinta-feira.
O reencontro com o cão aconteceu às margens da rodovia MGC-146, entre os municípios de Bom Jesus da Penha e São Pedro da União, quando uma médica veterinária moradora do bairro Novo Mundo, durante deslocamento de trabalho com um colega da empresa, reconheceu o animal e conseguiram resgatá-lo. Eles entraram em contato com a Polícia Civil, que orientou a apresentação imediata na delegacia.
Na Delegacia Regional de Passos, o delegado Dr. Alexssander Bueno e o escrivão Ivan Pimenta ouviram os relatos do casal. O animal será agora entregue oficialmente à Associação Patas Amigas, que ficará responsável por sua guarda e bem-estar.
A rápida disseminação da notícia nas redes sociais gerou comemoração de protetores, autoridades e moradores, aliviados com o desfecho positivo da história que havia ganhado proporções estaduais.
Apesar do reencontro, o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil para apurar a conduta de quem teria retirado o cão da rua de forma irregular, uma vez que a retirada de um animal comunitário sem justificativa legal pode ser enquadrada como maus-tratos.
A conduta será analisada à luz da Lei Sansão (Lei Federal 14.064/2020), que aumentou a pena para crimes contra cães e gatos. A legislação prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda para quem praticar atos de abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilações a esses animais.
A PCMG continua ouvindo testemunhas e avaliando elementos do caso, que mobilizou não apenas a população local, mas também defensores da causa animal em todo o Estado.

