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Segunda-feira, 19 de Janeiro 2026

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Guarda compartilhada dos filhos se torna modalidade mais adotada em divórcios

Lei que prioriza compartilhamento de responsabilidades altera perfil das separações no país, aponta IBGE

Guarda compartilhada dos filhos se torna modalidade mais adotada em divórcios
© Wilson Dias/Agência Brasil
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RIO DE JANEIRO (RJ) – A guarda compartilhada dos filhos passou a ser, pela primeira vez, a forma mais adotada nos divórcios de casais com filhos menores de idade no Brasil. O dado faz parte da pesquisa “Estatísticas do Registro Civil”, divulgada nesta quarta-feira (10) pelo IBGE, e marca uma mudança importante na forma como pais e mães organizam a vida dos filhos após a separação.

A guarda compartilhada prevê que pai e mãe dividam, de forma mais equilibrada, a responsabilidade parental e o tempo de convivência com os filhos, em contraste com o modelo tradicional de guarda exclusiva – historicamente concentrada na figura da mãe. Essa mudança vem na esteira da legislação que determina que a guarda compartilhada deve ser priorizada sempre que possível, em vez da guarda unilateral.

Em 2014, a guarda exclusiva da mãe respondia por 85% dos divórcios judiciais com filhos, enquanto a guarda compartilhada aparecia em apenas 7,5% dos casos. Dez anos depois, esse cenário se inverte. De acordo com a gerente da pesquisa do IBGE, Klívia Brayner, o percentual de guarda compartilhada foi multiplicado por seis, alcançando quase 45% em 2024, superando a guarda exclusiva da mulher, que ficou em 42,6% das decisões envolvendo filhos menores.

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A pesquisa mostra também mudanças no tempo de duração dos casamentos que chegam ao fim. Entre 2004 e 2024, houve redução na média de anos de união: os casamentos que duram menos de 10 anos já representam 47% dos divórcios coletados. Em 2004, essa fatia era de 43,6%, com tempo médio de duração de 17,1 anos. Em 2024, essa média caiu para 13,8 anos, indicando que muitas uniões se encerram em período mais curto.

Outro recorte analisado é o da idade média de quem se separa. Entre casais de sexos diferentes, em 2024, os homens se divorciaram, em média, aos 44,5 anos, enquanto a idade média das mulheres foi de 41,6 anos. Os dados reforçam que, mesmo com casamentos mais curtos, o fim da união tende a ocorrer já na fase adulta consolidada, muitas vezes com filhos em idade escolar.

Pela primeira vez desde 2020, o levantamento registrou queda no número total de divórcios: foram mais de 428 mil separações em 2024, o que representa recuo de 2,8% em relação a 2023. A redução, ainda que moderada, interrompe uma sequência de altas observadas após a pandemia e se soma ao avanço da guarda compartilhada como sinal de mudanças no padrão das relações familiares no país.

 

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
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Marcelo Augusto

Publicado por:

Marcelo Augusto

Jornalista/Advogado. Atua no rádio passense desde 2000 com passagens pelas rádios: Globo AM, Transamérica, Vida, Ind FM e Depto. de comunicação da FESP/UEMG. Atualmente atua na Alternativa FM e na Assessoria de Comunicação da AMEG.

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