BRASÍLIA/DF – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue articulando nos bastidores para que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) dispute o governo de Minas Gerais em 2026, mesmo diante da crescente especulação sobre uma possível indicação do parlamentar ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Na última terça-feira (12), Lula e Pacheco almoçaram juntos em encontro fora da agenda, em Brasília. Segundo o senador, o presidente o chamou de "meu governador", gesto interpretado como mais um aceno para uma candidatura.
Embora não confirme se será candidato, Pacheco não descarta disputar o Palácio Tiradentes. O senador avalia o cenário e deve basear sua decisão em pesquisas de intenção de voto. Até o momento, ele aparece atrás do senador Cleitinho (Republicanos), que lidera os levantamentos e é favorito na ala da direita.
A possível chapa encabeçada por Pacheco contaria com partidos de centro-esquerda, em contraposição aos nomes da direita, como Cleitinho, Mateus Simões (Novo) e, ainda que com menor probabilidade, Nikolas Ferreira (PL), que nos bastidores nega intenção de disputar.
Ao mesmo tempo, Pacheco voltou a ser mencionado nos bastidores do Planalto e do Judiciário como possível indicado ao STF, caso o ministro Luís Roberto Barroso deixe a Corte após o fim de sua presidência, em setembro. No Supremo, o nome de Pacheco conta com apoio de ministros como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e o próprio Barroso.
