RIBEIRÃO PRETO/SP – Em desdobramento do ataque criminoso que transformou a cidade de Guaxupé em cenário de guerra na madrugada desta segunda-feira (08), um dos primeiros suspeitos de participação na ação foi preso na tarde desta terça-feira (09) em Ribeirão Preto (SP), junto de outros dois comparsas. A Polícia Militar de São Paulo também apreendeu um fuzil calibre 5.56 com luneta, lanterna e tripé – armamento com alto poder de destruição.
Segundo a PM paulista, os detidos estavam em uma agência do Banco Bradesco, na Avenida Castelo Branco, em Ribeirão Preto, sacando altas quantias em dinheiro nos caixas eletrônicos. Após a abordagem, um dos suspeitos demonstrou nervosismo ao ser questionado sobre possível participação no roubo a banco em Guaxupé, chegando a oferecer propina aos policiais para ser liberado.
Fingindo aceitar o suborno, os agentes foram guiados pelo próprio criminoso até a Estrada Velha de Jardinópolis, onde localizaram o fuzil escondido. O armamento está sendo periciado, e a ocorrência foi encaminhada para a Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde o caso segue em andamento.
A ligação com o ataque a Guaxupé ainda está sendo investigada, mas o modo de agir do grupo – com divisão de funções, armas pesadas e tentativas de suborno – reforça o vínculo com o assalto que ocorreu na madrugada anterior.
Relembre o assalto em Guaxupé
Na madrugada do dia 8 de abril, bandidos fortemente armados realizaram uma ação de Novo Cangaço na cidade de Guaxupé. Os criminosos cercaram pontos estratégicos da cidade, inclusive o quartel da Polícia Militar, e investiram contra a Caixa Econômica Federal.
O ataque, registrado por volta de 1h30 da madrugada, provocou pânico na população. Tiros de fuzil foram ouvidos em diversos bairros e explosões destruíram estruturas do banco.
A operação remete a outros ataques similares já registrados em Minas Gerais, como o ocorrido em Passos em 2018, que completa 7 anos nesta sexta-feira, 11 de abril, também liderado por quadrilhas especializadas em explosão de cofres e bloqueio de rotas policiais.
As forças de segurança seguem em alerta máximo, com reforço de tropas da PMMG e PMESP. A suspeita é que os grupos atuem em diferentes estados, com conexões interestaduais e logística organizada, características clássicas do Novo Cangaço – modalidade criminosa marcada por ataques a cidades de pequeno e médio porte, uso de reféns e armamento de guerra.

