ALPINÓPOLIS/MG – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais de Guaxupé, deflagrou nesta quinta-feira (17) a segunda fase da Operação Fraternos, que tem como foco o combate ao furto, roubo e revenda ilegal de tratores e máquinas agrícolas na região do Sul de Minas.
A ação contou com o apoio de policiais civis das Delegacias Regionais de Passos e Alpinópolis, resultando no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão. Um dos mandados de prisão foi cumprido em Alpinópolis e os outros dois em Bom Jesus da Penha. As buscas ocorreram nas mesmas cidades e também na zona rural de Carmo do Rio Claro.
A primeira fase da operação ocorreu em dezembro de 2023, quando quatro pessoas foram presas sob acusação de envolvimento na subtração de três tratores e implementos agrícolas, com valor estimado de meio milhão de reais. Na etapa desta quinta-feira, foram presos os suspeitos de atuarem como núcleo financeiro da organização, responsáveis por transações bancárias e adulteração de veículos agrícolas.
Segundo a investigação, os valores obtidos com a revenda dos maquinários eram movimentados por meio de uma loja de roupas registrada em nome de uma das envolvidas, usada como fachada. A empresa era utilizada para efetuar pagamentos a outros integrantes do grupo, incluindo os responsáveis diretos pelos furtos e roubos.
Três pessoas foram presas nesta fase:
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Uma mulher de 38 anos, empreendedora e proprietária da empresa utilizada nos esquemas;
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Um consultor tributário de 40 anos;
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Um produtor rural de 27 anos.
Duas caminhonetes foram apreendidas durante a operação, ambas em posse dos investigados.
O delegado Manoel Nora, responsável pelo inquérito, ressaltou que a prisão dos receptadores e articuladores financeiros é essencial para frear os crimes contra propriedades rurais.
“A prisão daqueles que recebem e comercializam o produto do crime desmotiva novas subtrações e reforça a paz no campo”, afirmou.
O chefe do 18º Departamento de Polícia Civil, delegado-geral Marcos Pimenta, destacou que as apurações indicam que a loja de roupas investigada era o braço financeiro da organização, movimentando recursos ilícitos e viabilizando os pagamentos aos executores dos crimes.
O nome “Fraternos” foi escolhido em referência à ligação de parentesco entre os investigados, que compunham uma estrutura criminosa sólida e familiarmente interligada.
A PCMG segue com os desdobramentos do caso e novas fases da operação não estão descartadas.