PASSOS/MG – A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Unidade Passos, inaugurou na última sexta-feira (4) o primeiro Restaurante Universitário (RU) da instituição. Localizado anexo ao Bloco 6, na região central da cidade, o novo espaço atenderá prioritariamente estudantes de baixa renda, com capacidade para servir 1.800 refeições por dia durante a semana e 720 aos sábados, totalizando cerca de 404 mil refeições ao ano.
O restaurante funcionará de segunda a sábado, com almoço das 10h45 às 13h45 e jantar das 17h30 às 19h30 nos dias úteis. Aos sábados, o almoço será servido das 11h30 às 13h30. Alunos beneficiados pelo Programa de Assistência Estudantil (PEAES) terão alimentação gratuita, enquanto os demais estudantes pagarão R$ 4 por refeição.
A cerimônia de inauguração reuniu a comunidade acadêmica, autoridades locais e estaduais, além de parlamentares como os deputados estaduais Cássio Soares e Lohanna França, autores de emendas parlamentares que totalizaram R$ 245 mil para aquisição de equipamentos e mobiliário.
Durante o evento, a reitora da UEMG, professora Lavínia Rosa Rodrigues, destacou que o RU é um “passo concreto para a construção de uma universidade pública verdadeiramente popular e inclusiva”. Ela mencionou ainda o crescimento no investimento em assistência estudantil, que passou de R$ 2 milhões em 2018 para R$ 17 milhões em 2024.
O vice-diretor da UEMG Passos, professor Vinícius D’Ávila, relembrou que a demanda partiu dos próprios estudantes, em 2022. “Não existe universidade pública sem restaurante universitário”, afirmou, agradecendo à união de esforços entre estudantes, docentes e servidores.
O deputado Cássio Soares reafirmou seu compromisso com a permanência da UEMG como universidade pública e se posicionou contra o projeto de lei 3.738/2025. Já a deputada Lohanna França, que esteve presente mesmo sendo de outra cidade, ressaltou a conquista da política de permanência estadual que garante o RU como programa contínuo.
Outros nomes importantes também celebraram a inauguração. O diretor da unidade, Hipólito Paulino, compartilhou sua experiência como ex-aluno de baixa renda e enfatizou que o RU “será determinante para que muitos alunos consigam continuar seus estudos”. A professora Gislaine Nogueira reforçou a importância do RU como política de alimentação e dignidade. O servidor Filipe Diego e a estudante Glenda Lacerda, do D.A., emocionaram-se ao relembrar o caminho percorrido para a realização do projeto.
Luna Pellegrini, do DCE, e a egressa Caroline Oliveira Silva, do curso de Serviço Social, encerraram os discursos enfatizando a permanência como direito e a importância de seguir na luta por uma universidade acessível, acolhedora e sem fome.

