O salário mínimo no Brasil deveria ser de R$ 6.959, quase cinco vezes o valor atual definido pelo governo federal, que é de R$ 1.412. A estimativa foi feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e leva em conta o custo das despesas básicas para uma família de quatro pessoas (dois adultos e dois filhos).
O cálculo considera os direitos previstos por lei, como moradia, alimentação, saúde, educação e lazer. A base para a projeção foi o preço da cesta básica no mês de novembro, que revelou discrepâncias significativas entre as capitais.
Em São Paulo, a cesta básica foi a mais cara do país, com um custo de R$ 828. Por outro lado, Aracaju apresentou o menor valor, de R$ 533. Na média, o trabalhador brasileiro precisou trabalhar cerca de 108 horas em novembro para pagar uma cesta básica completa, o que equivale a mais de duas semanas e meia de trabalho, considerando uma jornada diária de oito horas, de segunda a sexta-feira.
O estudo reforça o descompasso entre o salário mínimo vigente e o custo de vida no país, evidenciando que a remuneração atual é insuficiente para garantir uma vida digna para as famílias brasileiras.

