BRASÍLIA/DF – A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de indicar Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) colocou fim às especulações sobre o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que era um dos cotados para a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.
Embora não tenha sido escolhido desta vez, Pacheco continua a ganhar destaque no cenário político nacional e pode assumir papel decisivo nas articulações que antecedem as eleições de 2026.
Nos bastidores, interlocutores próximos ao governo e ao Congresso apontam que o senador — mineiro e ex-presidente do Senado — vem consolidando sua imagem como liderança moderada, com trânsito entre diferentes correntes políticas e boa relação com o Planalto.
🗣️ Análise política
A leitura política é de que Rodrigo Pacheco até então cotado pelo presidente Lula para disputar o Governo de Minas Gerais possa na verdade compor uma chapa nacional ao lado do presidente em uma eventual reeleição em 2026.
A hipótese ganha força à medida que o cenário eleitoral se redesenha: o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é apontado como possível candidato à presidência, o que abriria espaço para o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) retornar ao governo paulista — repetindo a aliança estratégica entre São Paulo e o Planalto.
Assim, uma composição Minas–São Paulo, com Pacheco como vice e Alckmin reassumindo o estado, remeteria à fórmula que garantiu a vitória de Lula em 2002, quando o empresário José Alencar, também mineiro, integrou a chapa presidencial.
A história mostra que Minas sempre teve papel central nas grandes articulações políticas nacionais — e, dessa vez, o nome pode ser Rodrigo Pacheco.
